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Que tipo de som você esperaria de uma banda que tivesse como
membros um punk, um roqueiro, um compositor de trilha sonora e uma
cantora de música clássica? Provavelmente não
seria mpb nem o pop sofisticado que a banda Vega apresenta em seu
álbum de estréia, "Flores no Deserto".
Formada pela vocalista Cláudia Gomes, o baixista Mingau,
atual Ultraje a Rigor e que tem uma carreira que prima pelo ecletismo:
já tocou com Ratos de Porão, Ira, Inocentes, Dinho
Ouro Preto e com todo mundo que fez sucesso nos anos 80. O guitarrista
Marcos Kleine e o baterista Caio Mancini já tocaram em várias
bandas de rock e hoje têm um estúdio frequentado por
Edgard Scandurra e Luís Carlini. Kleine também desponta
como um talentoso compositor de trilhas sonoras, com projetos até
fora do Brasil. O projeto da banda Vega, surgiu há seis anos
atrás e, assim como a estrela que lhe emprestou o nome, foi
evoluindo no tempo até poder espalhar seu brilho.
Não sem uma certa dose de ousadia e aventura, o quarteto
apresenta um trabalho que passa longe de qualquer regra estabelecida.
O título "Flores no Deserto" é o nome
de uma das faixas do repertório escolhido para compor este
primeiro trabalho. Com uma voz doce e quase celestial Claudia Gomes,
chama atenção já nos primeiros acordes.
Dar mais valor ao visual ou a música? Diante desta dúvida,
muitas bandas acabam caindo na tentação do sucesso
fácil, imediato, e optam pela primeira opção,
garantia quase certa de presença em alguns programas de tevê.
Valorizar apenas a música, no entanto, pode soar até
como falta de visão, especialmente numa época em que
até os 15 minutos de fama duram menos.
É por isso que o nome "Flores no Deserto", primeiro
disco da banda Vega, é uma boa metáfora da importância
do equilíbrio desses dois mundos para o cenário brasileiro.
O título simboliza o nascimento de um organismo vivo, colorido,
em meio a um oceano de muita areia e pouco brilho. A banda Vega
é formada por músicos conhecidos do cenário
brasileiro. O guitarrista Marcos Kleine e o baterista Caio Mancini
já tocaram em várias bandas de rock e hoje têm
um estúdio frequentado por Edgard Scandurra e Luís
Carlini. Kleine também desponta como um talentoso compositor
de trilhas sonoras, com projetos até fora do Brasil. Mingau,
no baixo, é outro conhecido do grande público. Ele
é baixista do Ultraje a Rigor, e tem uma carreira que prima
pelo ecletismo: já tocou com Ratos de Porão, Ira,
Inocentes, Dinho Ouro Preto e com todo mundo que fez sucesso nos
anos 80. Esses três músicos, enfim, são o coração
da banda.
O que dá, no entanto, o equilíbrio musical tão
valorizado neste texto é Cláudia Gomes, dona de uma
voz cristalina, doce, quase celestial. A cantora e compositora Cláudia,
de 20 anos, é a alma do Vega, e responsável pela combinação
original de soul, rock e música popular brasileira.
É um alívio saber que num cenário artístico
tão frágil e efêmero como o atual, a banda Vega
e o disco "Flores no Deserto" vão durar. Porque
a imagem pode ter prazo de validade, mas a boa música não.
E este disco é cheio delas. "Setembro", de Alvin
L. - mais conhecido por suas composições para o Capital
Inicial, Ana Carolina, Marina e muitos outros - é de emocionar.
"Inverno", parceria de Alvin, Dinho Ouro Preto e Mingau
também não fica para trás.
O arranjo é de um bom gosto arrepiante. Mas o disco não
tem só baladas: "Prá não pensar mais em
você", com direito a solo de sax e tudo mais, tem uma
pegada de funk que lembra os bons tempos em que o estilo não
era cantado por representantes do mundo animal. A gaita de "Vozes
de uma dor" cai como uma luva, enquanto o forte em "O
que virá" é mesmo o refrão, tão
pop e marcante que não sai da cabeça nem quando o
CD acaba. E para quem gosta de um pouco mais de peso, o disco tem
um convidado muito especial: Paulo Zinner, que toca com Rita Lee
e Golpe de Estado, detona a bateria em "Minuto incerto".
Todas essas canções juntas mostram claramente uma
única coisa: talento tem mercado.
Falando tanto da supremacia da música sobre o visual, porém,
pode-se até imaginar que o Vega não se preocupa com
a imagem. Mas até nisso o destino nos prega uma peça:
Cláudia Gomes é linda.
Significado de VEGA
Principais Características
Outro nome: Alpha Lyrae; Fidis; Estrela Harpa
Onde está: na constelação Lyrae
É uma estrela muito brilhante na constelação
Lyrae
Vega é a 5a estrela mais brilhante no céu
Ela tem uma cor azul pálido
distância: Vega está a, aproximadamente, 25 anos-luz
da Terra.
Usando as classes de luminosidade de Yerkes, Vega é considerada
ser uma
estrela com o tipo espectral A0Va
Um disco de poeira circunda Vega, a partir do qual planetas poderiam
se formar
Vega, juntamente com Deneb e Altair, formam o asterismo conhecido
como
"Summer Triangle" (Triângulo do Verão)
Vega também é chamada de "Estrela Harpa".
Descrição de Vega segundo o Celestial Astronomic
Handbook
Nome : VEGA, também WEGA, a "Águia Descendente"
ou também a "Estrela da Harpa". É a quinta
mais brilhante estrela do céu, antigamente considerada como
ocupando o quarto lugar, mas medições fotométricas
modernas demonstraram que ela é na realidade um pouco menos
brilhante do que Arcturus. Vega é a mais brilhante das três
estrelas que formam o grande "Triângulo de Verão"
que consiste de Vega, Deneb e Altair. Vega tem magnitude 0.04; classe
espectal A0 V, posição 18352n3844. Sua data de oposição
(culminação da meia noite) fica perto de primeiro
de julho.
Seu nome tem origem no árabe Al Nasr al Waki, "A Águia
Predadora"; as formas correlatas Waghi, Vagieh e Veka também
aparecem nas cartas medievais, nas quais a estrela e sua constelação
são descritas como uma águia, abutre ou falcão,
geralmente mostrados segurando uma harpa ou lira no bico ou garras.
O termo babilônico Dilgan, "O Mensageiro da Luz"
pode ser uma referência a Vega. O nome dado por Plínio,
geralmente traduzido como "A Estrela da Harpa", é
uma referência à legendária lira de 7 cordas
de Hermes, que posteriormente pertenceria a Orfeu, embora também
seja associada a uma verdadeira galáxia de deuses e heróis,
incluindo Apolo, Mercúrio, o rei Arthur, o David dos tempos
bíblicos e o poeta grego Arion. Esta é a Lira
cujas cordas, segundo James Russell Lowell "fazem a música
ouvida pelos deuses". Por motivos óbvios, esta música
celestial é desconhecida no mundo moderno. Longfellow em
seu "Occultation of Orion" fala da lira paradisíaca
:
"...............with its celestial keys,
Its chords of air, its frets of fire,
The Samian's great Aeolian lyre,
Rising through all its sevenfold bars,
>From Earth into the fixed stars..."
Hafiz da Pérsia a chama Lire de Zurah; para os árabes
medievais ela era Nablon ou Nablium, a "Harpa Fenícia"
ou a Al Lura, que acabou sendo a Allore ou Alohore das Alphonsine
Tables. (...) A Lira de Orfeu é mostrada no estilo clássico
nos tetradracmas de prata da Liga Calcedônia, cunhados em
Olinto na Macedônia em cerca de 400 AC. (...) A música
da Lira, na lenda grega, tinha um tal poder de encanto que Orfeu
cativava todas as criaturas vivas com ela, tendo até persuadido
os sinistros guardiães do Reino das Sombras a deixá-lo
resgatar sua esposa Eurídice da terra dos mortos. Avisado
para não olhar para ela até terem atingido a superfície,
Orfeu infelizmente perde Eurídice no último momento
ao desobedecer a fatídica ordem. A história é
uma das mais populares lendas gregas.(...)
Vega representa um papel de importância em uma das poucas
lendas de estrelas que chegaram até nós da China antiga,
a notável história do "Menino pastor e da menina
fiandeira". Sua origem é desconhecida, embora seja mencionada
no Shih Ching ou "Livro das Canções", a
antiga antologia de poemas da dinastia Chou do século 6 AC;
o Shih Ching era tido como um clássico já na época
de Confúcio, que segundo alguns estudiosos, pode ter participado
de sua compilação e edição. (...) Vega
nesta lenda é a "Menina fiandeira", enquanto que
o "Menino pastor" é Altair e as duas estrelas em
ambos os lados. Os
jovens amantes, perdidos no "flerte amoroso", negligenciaram
seus deveres para com os Céus e agora estão eternamente
separados pelo Rio Celestial, a inacessível barreira da Via
Láctea. Mas na China sempre há compaixão. Uma
vez por ano, na sétima noite da sétima lua, os amantes
podem se reencontrar quando uma ponte de pássaros se estende
temporariamente sobre o Rio de Estrelas. (...)
Mas talvez a mais notável referência a Vega na literatura
moderna seja a que consta da bizarra e colorida fantasia Dunsaniana
"The Dream Quest of Unknown Kadath" do mestre americano
do estranho e do macabro, Howard P. Lovecraft.
Na cena culminante do conto, o aventureiro dos sonhos recebe a revelação
suprema de um dos Deuses mais antigos:
"Olhe!
Por aquela janela brilham as estrelas da noite eterna. Neste momento
mesmo elas brilham sobre as cenas que você conheceu e acalentou,
bebendo de seu charme para poderem brilhar ainda mais adoravelmente
sobre os jardins oníricos... Vá agora... a janela
está aberta, e as estrelas o esperam lá fora... Siga
em direção a Vega através da noite... pelo
espaço, em direção ao brilho azul e frio da
Vega boreal...
As estrelas
dançavam zombeteiras, quase que se alternando intermitentemente,
formando pálidos signos do trágico destino que, diria-se,
nunca haviam sido vistos nem temidos antes; e para sempre os ventos
infernais uivavam na vasta escuridão e solidão para
além do cosmos...
Para os observadores
situados no hemisfério norte da Terra, Vega reina como líder
das "estrelas da noite de verão" e domina os céus
de sua posição virtualmente no zênite nas horas
noturnas do final de julho e agosto. Por causa de seu brilho azul-esbranquiçado,
ela tem sido chamada pelos escritores populares de "A lâmpada
fluorescente do Céu". (...)
Vega fica a
aproximadamente 27 anos-luz da Terra e tem uma luminosidade real
cerca de 58 vezes maior que a de nosso Sol (magnitude absoluta +0.5).
Vega é uma estrela do tipo "Sirius", com uma temperatura
de superfície de 9200K em média, quase duas vezes
mais quente que o Sol. Seu diâmetro é estimado em pouco
mais de 2.7 milhões de milhas. Vega tem uma massa cerca de
três vezes maior do que a do Sol e uma densidade que é
dois décimos da densidade solar.
A movimentação
anual a estrela é de 0.35" em PA 36O; a velocidade radial
é de 8.5 milhas por segundo na aproximação.
Durante o curso
da lenta mudança na orientação do eixo da Terra
no espaço (a precessão dos equinócios) Vega
foi a estrela Polar há 12.000 anos e deverá ocupar
esta posição novamente perto do ano 12.000 DC. No
ponto de maior proximidade, Vega fica a 4½O do polo real,
embora atualmente esteja 51O distante dele.
É para
um ponto na direção aproximada de Vega que o Sol -
e todo o sistema solar- se move nas profundezas do espaço
a uma velocidade de 12 milhas por segundo. Esta posição
é conhecida como o "Ápex da órbita do
Sol", ou simplesmente o "Ápex Solar". Pode-se
ter uma idéia da vastidão do espaço se lembrarmos
que o Sol levaria mais de 450.000 anos para atingir Vega a essa
velocidade, mesmo movendo-se diretamente para ela. (...)
Vega foi a
primeira estrela a ser fotografada, na noite de 16-17 de julho de
1850. A foto histórica foi feita pelo processo daguerreótipo
no Observatório de Harvard com o refrator de 15 polegadas.
O tempo de exposição foi de 100 segundos.
Vega tem uma
pequena e azulada estrela companheira da 10a. magnitude, a cerca
de 1' de distância. Não há conexão real
entre ambas, e a separação vem aumentando gradualmente
devido ao próprio movimento de Vega. (...) Vega tem uma outra
obscura companheira da 12a. magnitude a cerca de 54"; a separação
deste par A-C também está aumentando devido ao próprio
movimento de Vega.
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